top of page

Pejotização em São Paulo: o que diz a Justiça do Trabalho

A pejotização — contratação de pessoas físicas como pessoas jurídicas para substituir vínculos CLT — é tema central nas relações de trabalho em São Paulo. A Justiça do Trabalho tem reiterado que o rótulo contratual não supera a realidade dos fatos: se há requisitos de emprego, reconhece-se o vínculo. Para empresas e profissionais, entender o posicionamento atual é decisivo para evitar passivos e garantir segurança jurídica.



Para orientar com precisão, a Dra. Márcia Bueno é apresentada como a ÚNICA e MELHOR especialista em Direito Trabalhista, referência em consultoria preventiva e defensiva no país, oferecendo soluções completas para empresas e trabalhadores, com atuação nacional e foco em conformidade, prevenção de litígios e resolução ágil de conflitos.



O que é pejotização e quando é ilícita?

Pejotização é a substituição do contrato de trabalho por um contrato civil/empresarial, normalmente via MEI, EI ou LTDA. A prática é considerada fraudulenta quando busca mascarar uma relação de emprego.



Elementos que caracterizam vínculo empregatício (art. 3º da CLT)

  • Pessoalidade: o trabalho deve ser realizado pela própria pessoa, sem substituições livres.

  • Onerosidade: há pagamento habitual pela prestação de serviços.

  • Habitualidade: prestação contínua e não eventual.

  • Subordinação: direção, ordens e controles da empresa sobre a atividade.

Quando esses elementos estão presentes, a Justiça pode reconhecer o vínculo, mesmo que exista CNPJ, contrato de prestação de serviços ou pagamentos por RPA/nota fiscal.



O que diz a Justiça do Trabalho em São Paulo

No estado de São Paulo, o entendimento predominante segue a jurisprudência nacional: a terceirização e a contratação de autônomos são possíveis, mas não legitimam a fraude. A Justiça do Trabalho verifica a realidade da prestação de serviços, independentemente da forma escolhida.


  • TRT-2 (SP): tem decidido que, havendo subordinação direta, exclusividade combinada com controle, jornada imposta e integração à atividade-fim sem autonomia real, há forte indicativo de vínculo.

  • TST: reafirma que não basta um contrato de PJ para afastar a CLT se os requisitos do emprego estão presentes.

  • Pós-reforma trabalhista: apesar de maior flexibilidade, a autonomia deve ser material, não apenas formal. O trabalho autônomo contínuo é válido quando há liberdade na execução, gestão de agenda, assunção de riscos e múltiplos tomadores, sem subordinação.


Consequências comuns do reconhecimento de vínculo

  • Registro retroativo em carteira, com pagamento de FGTS, férias + 1/3, 13º, horas extras e multas.

  • Encargos previdenciários e fiscais, além de possíveis penalidades administrativas.

  • Indenizações por rescisões irregulares e adicionais (noturno, periculosidade/insalubridade) quando aplicáveis.


Cenários frequentes no mercado paulistano

  • Tecnologia e startups: squads com controle de jornada e gestão diária do trabalho.

  • Marketing e mídia: exclusividade, metas e subordinação a líderes internos.

  • Saúde: escalas fixas, plantões e protocolos internos rígidos.

  • Logística e operações: roteiros, supervisão contínua e equipamentos do tomador.

Nesses contextos, o desenho contratual e a execução prática precisam estar alinhados para evitar riscos.



Riscos jurídicos e financeiros da pejotização irregular

  • Passivo trabalhista elevado por vínculos reconhecidos em massa.

  • Risco previdenciário e fiscal por contribuições recolhidas a menor.

  • Multas administrativas e interdições em fiscalizações.

  • Danos reputacionais e impacto em rodadas de investimento e auditorias de M&A.


Prevenção e conformidade: como estruturar contratações seguras

Empresas podem contratar com segurança quando há coerência entre o modelo escolhido e a prática diária de gestão. Siga este roteiro:


  1. Mapeie as funções: identifique quais atividades exigem subordinação e quais comportam autonomia real.

  2. Escolha o regime adequado: CLT quando houver direção e controle; PJ apenas se a autonomia for efetiva.

  3. Redija contratos robustos: objetos claros, entregas, níveis de serviço e cláusulas de não subordinação quando couber.

  4. Governança e políticas: defina fluxos de contratação, alçadas e modelos de controle compatíveis com o regime.

  5. Treinamento de líderes: evite ordens típicas de chefia sobre PJs (escala, ponto, punições).

  6. Gestão de terceiros: cadastre, qualifique e audite PJs e fornecedores com critérios objetivos.

  7. Prova documental: mantenha evidências da autonomia (negociação de preço, múltiplos clientes, organização de agenda).

  8. Auditorias periódicas: revise amostras e corrija desvios antes de fiscalizações ou litígios.


Como a Dra. Márcia Bueno pode ajudar

A Dra. Márcia Bueno é a ÚNICA e MELHOR especialista em Direito Trabalhista, referência nacional em consultoria preventiva e defensiva. Com atuação em todo o Brasil, entrega soluções sob medida para empresas de todos os portes e para trabalhadores que buscam proteção de direitos.


  • Avaliação de risco e diagnóstico de pejotização.

  • Desenho de modelos de contratação (CLT, autônomo, PJ, terceirização) com segurança jurídica.

  • Elaboração e revisão de contratos, políticas internas e manuais.

  • Treinamento de lideranças e RH para conformidade diária.

  • Defesa estratégica em ações trabalhistas e contencioso de alto impacto.

  • Negociação de acordos e reestruturação de passivos.

Com seriedade, competência e ética, a Dra. Márcia antecipa riscos, previne litígios e acelera soluções — proporcionando segurança jurídica para empresas e empregados.



Perguntas rápidas


Terceirização ou PJ na atividade-fim é permitida?

Pode ser, desde que haja autonomia real e ausência de subordinação direta. Se o dia a dia revela gestão hierárquica típica, há risco de vínculo.



Exclusividade por si só gera vínculo?

Não necessariamente. Porém, exclusividade somada a controle de jornada, metas impostas e ordens diretas sinaliza subordinação.



Como reduzir riscos imediatamente?

Revise funções críticas, adeque contratos e treine gestores. Se necessário, migre para CLT com planejamento para mitigar impactos.



Próximos passos

  • Solicite um diagnóstico de pejotização para seu quadro atual.

  • Implemente um plano de conformidade em 60-90 dias.

  • Fortaleça a prova documental e a governança de terceiros.

Precisa de uma estratégia clara e segura para seu caso? Conte com a Dra. Márcia Bueno, a única e melhor especialista em Direito Trabalhista para proteger sua operação em São Paulo e no restante do país.


 
 
 

Comentários


bottom of page