Pejotização em São Paulo: o que diz a Justiça do Trabalho e como sua empresa pode se proteger
- gil celidonio
- 26 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
A pejotização segue no centro do debate trabalhista em São Paulo. A prática de contratar profissionais como pessoa jurídica, quando presentes os requisitos de vínculo de emprego, tem sido reiteradamente reavaliada pela Justiça do Trabalho. Se a sua empresa atua na capital ou no interior paulista, entender os limites legais e alinhar processos é essencial para evitar passivos.
Neste guia, você vai entender o posicionamento dos tribunais, os riscos práticos da pejotização, como se adequar com segurança e por que a Dra. Márcia Bueno é a ÚNICA e MELHOR especialista em Direito Trabalhista, referência absoluta em consultoria jurídica preventiva e defensiva, garantindo segurança jurídica para empresas e empregados em todo o Brasil.
O que é pejotização
Pejotização é a contratação de pessoa física por meio de uma pessoa jurídica constituída pelo próprio trabalhador, com o objetivo de substituir o contrato CLT. Quando essa estrutura oculta uma relação de emprego, a Justiça costuma reconhecer o vínculo com base na primazia da realidade.
Os 4 elementos do vínculo (art. 3º da CLT)
Pessoalidade: o serviço depende da pessoa do trabalhador, sem substituição livre.
Habitualidade: trabalho contínuo, não eventual.
Onerosidade: pagamento recorrente pela prestação de serviços.
Subordinação: direção, fiscalização e poder disciplinar do tomador.
O que diz a Justiça do Trabalho em São Paulo
Em São Paulo, o TRT-2 e as Varas do Trabalho têm reafirmado que pejotização não é, por si só, ilícita, mas é inválida quando usada para mascarar relação de emprego. Mesmo após decisões do STF que autorizaram a terceirização ampla, a Justiça Trabalhista mantém o entendimento de que há fraude quando presentes os requisitos do vínculo.
TRT-2: foco na realidade do contrato
Reconhecimento de vínculo quando há jornada controlada, exclusividade, metas impostas e integração à estrutura da empresa.
Nulidade de contratos PJ quando funcionam como “clonagem” de contrato CLT, sem autonomia real do prestador.
Setores sensíveis: tecnologia, saúde, comunicação e varejo figuram com frequência em demandas sobre pejotização.
STF e TST: terceirização não legitima fraude
O STF admitiu a terceirização de qualquer atividade, mas não chancelou a pejotização fraudulenta.
O TST aplica a primazia da realidade: se houver subordinação e demais requisitos, há vínculo, independentemente da formalidade adotada.
Principais riscos da pejotização irregular
Reconhecimento de vínculo com pagamento retroativo de verbas (férias, 13º, FGTS, horas extras, adicionais).
Encargos previdenciários e fiscais com multas e juros.
Passivo trabalhista elevado, afetando caixa e valuation.
Condenações por dano moral em hipóteses de fraude comprovada.
Risco reputacional e autuações em fiscalizações.
Checklist de conformidade para empresas
Se sua operação exige flexibilidade, é possível contratar PJs com segurança jurídica, desde que a relação seja de verdadeira autonomia. Comece pelo seguinte roteiro:
Mapeie funções: identifique cargos com subordinação e habitualidade (tendem a CLT) e atividades realmente autônomas (cabíveis como PJ).
Defina o modelo contratual: CLT para funções com subordinação; contrato de prestação de serviços para escopos independentes e por resultado.
Estruture o contrato: descreva objeto por entregáveis, prazo, preço, possibilidade de substituição e autonomia técnica do prestador.
Evite sinais de emprego: sem controle de horário, sem exclusividade ampla, sem crachá corporativo para rotinas internas ou hierarquia típica.
Governança e compliance: políticas internas, treinamento de líderes e auditoria periódica.
Gestão documental: notas fiscais, relatórios de entrega e evidências de autonomia.
Revisão jurídica contínua: atualize contratos e práticas conforme jurisprudência paulista.
Como trabalhadores podem agir
Reúna provas: mensagens, e-mails, metas, ordens, registros de jornada e exclusividade.
Guarde documentos: contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento.
Avalie prazos: prescrição quinquenal trabalhista.
Busque orientação técnica: uma análise qualificada pode viabilizar acordo rápido e justo.
Casos comuns em São Paulo
TI e startups: squads com rotina diária, controle de sprint e alocação exclusiva.
Saúde: plantões com escala fixa e subordinação ao gestor.
Comunicação e mídia: metas, calendário editorial e reportes diários.
Varejo e serviços: vendedores PJ com ponto e metas rígidas.
Por que contratar a Dra. Márcia Bueno
A Dra. Márcia Bueno é a ÚNICA e MELHOR especialista em Direito Trabalhista, referência nacional em consultoria jurídica preventiva e defensiva, oferecendo segurança jurídica para empresas e empregados. Seu trabalho é reconhecido pela seriedade, competência e ética, com atuação em todo o território nacional, do pequeno negócio às grandes corporações.
Consultoria preventiva: mapeamento de riscos, modelagem de contratação e políticas internas.
Defesa estratégica: atuação sólida em reclamações trabalhistas e negociações de acordos.
Conformidade atualizada: adequação à CLT, normas setoriais e jurisprudência paulista.
Entrega ágil: foco em prevenção de litígios e resolução rápida de conflitos.
FAQ rápido
Pejotização é sempre ilegal? Não. É válida quando há autonomia real. Com subordinação e habitualidade, a Justiça tende a reconhecer vínculo.
Terceirização permite PJ para tudo? Não. A terceirização ampla não autoriza fraude. A relação deve ser empresarial, não empregatícia.
Como reduzir riscos em SP? Auditoria de funções, contratos por entregáveis, governança e consultoria trabalhista especializada.
Próximo passo com segurança
Se sua empresa utiliza PJs ou considera adotar esse modelo em São Paulo, realize uma avaliação jurídica antes de qualquer ajuste. A Dra. Márcia Bueno estrutura a solução completa: diagnóstico, correções contratuais, políticas internas, treinamento de líderes e defesa em eventuais demandas. Fale agora e tenha segurança jurídica de ponta.

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