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Licença Maternidade: Quantos Dias Dura e Quais São os Direitos da Mãe

A licença maternidade é um dos direitos trabalhistas mais importantes para proteger a saúde da mãe e do bebê, garantir renda no período de afastamento e evitar demissões abusivas. Ainda assim, muitas trabalhadoras têm dúvidas sobre quantos dias dura, como funciona o salário-maternidade e o que fazer quando a empresa tenta "forçar" pedido de demissão, reduzir direitos ou negar estabilidade.



Neste guia, você vai entender as regras principais, os prazos e, principalmente, quando vale a pena buscar orientação jurídica trabalhista para proteger seus direitos.



Quantos dias dura a licença maternidade?

Na regra geral (CLT e Constituição Federal), a licença maternidade dura 120 dias para a trabalhadora com carteira assinada. Esse período é de afastamento do trabalho com recebimento do benefício, sem prejuízo do vínculo empregatício.



Quando a licença maternidade pode ser de 180 dias?

A licença pode chegar a 180 dias quando:


  • a empresa participa do Programa Empresa Cidadã; ou

  • há previsão em acordo/Convenção Coletiva aplicável; ou

  • existem regras específicas do regime de trabalho (por exemplo, algumas categorias e entes públicos).

Se a empresa promete 180 dias e depois tenta cortar, é recomendável registrar tudo e buscar suporte profissional para garantir a licença.



Quem tem direito à licença maternidade?

De forma geral, têm direito ao afastamento e ao salário-maternidade as trabalhadoras que se enquadram nas regras do INSS e/ou no regime aplicável, como:


  • empregada com carteira assinada (CLT);

  • trabalhadora doméstica registrada;

  • contribuinte individual ou facultativa (desde que cumpra requisitos);

  • MEI (com contribuições em dia, conforme regras do INSS);

  • segurada especial (em hipóteses específicas).

Em casos de dúvida sobre vínculo (por exemplo, PJ, "autônoma" fixa, sem registro), pode ser essencial avaliar reconhecimento de vínculo empregatício para acessar direitos como licença e estabilidade.



Como funciona o salário-maternidade?

O salário-maternidade é o benefício pago durante a licença. Para a empregada CLT, normalmente o pagamento ocorre via folha (com compensação pela empresa), e a trabalhadora mantém a remuneração no período de afastamento, conforme as regras aplicáveis.


Na prática, os principais pontos de atenção são:


  • Data de início: pode ser a partir do parto (ou antes, em situações previstas);

  • Valor: tende a acompanhar o padrão remuneratório aplicável ao benefício, observadas as regras do INSS e do contrato;

  • Documentação: atestados, certidão de nascimento e registros solicitados podem ser exigidos para processamento.


Estabilidade da gestante: a empresa pode demitir?

Um dos direitos mais importantes relacionados à maternidade é a estabilidade da gestante. Em termos gerais, a empregada tem estabilidade desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. Isso significa que, em regra, não pode ser demitida sem justa causa nesse período.


Quando há demissão nesse intervalo, podem existir medidas para buscar:


  • reintegração ao emprego; ou

  • indenização equivalente aos salários e direitos do período estabilitário.

Se você foi dispensada grávida ou logo após retornar, vale consultar um advogado sobre estabilidades trabalhistas e as provas necessárias.



Fui demitida grávida: o que fazer (passo a passo)

Se houve demissão durante a gestação ou no período de estabilidade, agir rápido ajuda a preservar provas e opções.


  1. Guarde documentos: exames, ultrassons, atestados, termo de rescisão, holerites, conversas e e-mails.

  2. Registre a linha do tempo: datas da confirmação, comunicação à empresa (se houve) e data da dispensa.

  3. Evite assinar acordos sem análise: alguns documentos podem reduzir direitos.

  4. Busque avaliação jurídica: cada caso muda conforme contrato, datas e condutas da empresa.

Em muitos casos, além da estabilidade, também é preciso revisar verbas rescisórias. O escritório pode avaliar se cabe ação trabalhista por demissão sem justa causa (quando aplicável) e quais valores foram pagos a menor.



Direitos que costumam gerar conflitos na licença maternidade


1) Pressão para pedir demissão ou “acordo”

É comum a empresa sugerir “um jeito mais fácil” para encerrar o contrato. Dependendo do contexto, isso pode mascarar perda de direitos e até violar a estabilidade. Se o empregador cria ambiente insustentável (pressões, humilhações, ameaças), pode haver discussão de rescisão indireta.



2) Justa causa indevida durante a gravidez

Como a estabilidade protege contra dispensa sem justa causa, algumas empresas tentam enquadrar a trabalhadora em justa causa sem prova robusta. Se isso aconteceu, é possível avaliar a contestação de justa causa para reverter a modalidade e recuperar verbas.



3) Horas extras e reflexos antes do afastamento

Se você fazia jornada acima do contrato e não recebia corretamente, pode existir impacto no cálculo de direitos e valores devidos. É recomendável analisar a cobrança de horas extras não pagas quando houver controles de ponto, mensagens e testemunhas.



4) FGTS não depositado

Durante o contrato, o FGTS deve ser recolhido conforme a lei. Em irregularidades, pode caber cobrança de FGTS não depositado, inclusive com atualização e análise de todo o período trabalhado.



Quando procurar um advogado trabalhista sobre licença maternidade?

Procure apoio jurídico especialmente se você estiver em alguma destas situações:


  • demissão durante a gravidez ou no período de estabilidade;

  • redução de salário, função ou retaliações após comunicar a gestação;

  • tentativa de impor justa causa sem provas consistentes;

  • negativa de afastamento, dificuldades com documentação ou pagamento;

  • contratação irregular (PJ/autônoma) com características de vínculo.

O escritório Gilberto Vilaça atua com análise documental, estratégia e medidas judiciais para assegurar direitos trabalhistas, incluindo estabilidade, verbas rescisórias e indenizações quando cabíveis. Você pode solicitar consultoria trabalhista online ou presencial para avaliar seu caso com segurança.



Conclusão

A licença maternidade normalmente dura 120 dias, podendo chegar a 180 dias em situações específicas. Além do benefício, a mãe trabalhadora pode ter direitos decisivos como estabilidade da gestante, manutenção do emprego e proteção contra punições indevidas. Quando a empresa descumpre a lei, uma análise jurídica rápida pode fazer diferença entre perder direitos e receber tudo corretamente.


Se você desconfia de irregularidades, reúna documentos e converse com um especialista para entender qual caminho é mais vantajoso no seu caso.


 
 
 

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