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Fui Demitido Sem Justa Causa: Quais Verbas Rescisórias Tenho Direito de Receber

Ser demitido sem justa causa costuma trazer urgência: contas para pagar, dúvidas sobre prazos e o receio de “aceitar qualquer valor” para encerrar o assunto. A boa notícia é que a CLT prevê um conjunto completo de verbas rescisórias — e, quando a empresa erra no cálculo ou omite parcelas, o trabalhador pode cobrar as diferenças.



Neste artigo, você vai entender o que deve constar na sua rescisão, quais documentos conferir e quando procurar orientação jurídica trabalhista para garantir o pagamento integral.



O que significa demissão sem justa causa?

Demissão sem justa causa ocorre quando a empresa encerra o contrato de trabalho sem apontar e comprovar falta grave do empregado. Nessa hipótese, o trabalhador tem direito ao “pacote completo” de verbas rescisórias previsto na CLT, além de movimentar o FGTS e requerer o seguro-desemprego (quando cumprir os requisitos).



Quais verbas rescisórias tenho direito a receber?

Em geral, na demissão sem justa causa, as verbas incluem:


  • Saldo de salário (dias trabalhados no mês da demissão).

  • Aviso prévio (trabalhado ou indenizado) e, quando aplicável, proporcional ao tempo de serviço.

  • Férias vencidas (se houver) + 1/3 constitucional.

  • Férias proporcionais + 1/3 constitucional.

  • 13º salário proporcional.

  • FGTS: liberação para saque do saldo e multa de 40% sobre o total depositado (e sobre depósitos que deveriam ter sido feitos).

  • Seguro-desemprego (se preencher os requisitos legais).

Dependendo do caso, também podem existir outras parcelas: comissões, adicionais (noturno, insalubridade/periculosidade), prêmios habituais, gorjetas, DSR, entre outras. Se você faz horas extras e elas não foram pagas corretamente, pode haver valores relevantes a cobrar em uma cobrança de horas extras não pagas, com reflexos na rescisão.



Detalhando as principais verbas (para você conferir no TRCT)


1) Saldo de salário

É o valor correspondente aos dias efetivamente trabalhados no mês da demissão. Se houve faltas, atrasos ou descontos, eles precisam estar justificados e documentados.



2) Aviso prévio (trabalhado ou indenizado)

O aviso pode ser cumprido trabalhando ou pago de forma indenizada. Além disso, existe o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, o que pode aumentar o valor final da rescisão.



3) Férias vencidas e proporcionais + 1/3

Se você já tinha completado um período aquisitivo e ainda não tirou férias, elas entram como férias vencidas. Mesmo que não haja férias vencidas, quase sempre existem férias proporcionais no desligamento. Em ambos os casos, soma-se o terço constitucional.



4) 13º proporcional

O 13º é calculado proporcionalmente aos meses trabalhados no ano da demissão (regra geral). Verifique se a empresa considerou corretamente o número de meses e sua remuneração habitual (salário + médias quando cabíveis).



5) FGTS + multa de 40% e liberação para saque

Na demissão sem justa causa, o trabalhador pode sacar o saldo do FGTS e recebe a multa de 40%. Um erro comum é a empresa calcular a multa sobre um saldo incompleto, especialmente quando houve depósitos de FGTS não realizados. Nesses casos, vale avaliar uma cobrança de FGTS não depositado para corrigir o histórico e aumentar o que você efetivamente tem direito.



6) Seguro-desemprego

Se você se enquadra nos requisitos, a empresa deve fornecer os documentos para o requerimento do benefício. Se houver irregularidade (por exemplo, registro incorreto, datas erradas, vínculo não reconhecido), isso pode dificultar o recebimento e exigir medidas para regularização.



Checklist: como saber se a rescisão está certa?

Antes de assinar qualquer documento, confira:


  1. TRCT: rubricas, valores, datas e motivo do desligamento.

  2. Extrato do FGTS: depósitos mensais e base de cálculo da multa de 40%.

  3. Médias salariais: comissões, horas extras, adicionais e variáveis integraram férias e 13º?

  4. Descontos: estão justificáveis (INSS/IRRF quando aplicável, adiantamentos, faltas comprovadas)?

  5. Prazos: se houve atraso no pagamento e se isso gerou prejuízo prático ao trabalhador.

Se você tem dúvidas, o caminho mais seguro é pedir uma análise profissional da documentação e dos cálculos. O escritório Gilberto Vilaça atua com ação trabalhista por demissão sem justa causa para cobrar diferenças e verbas não pagas, quando a empresa não quita corretamente o que a lei garante.



Quando vale entrar com ação trabalhista?

Em muitos casos, o trabalhador só descobre a diferença depois: FGTS menor do que deveria, horas extras sem reflexos, comissões ignoradas, férias pagas por base errada, descontos indevidos. Geralmente vale avaliar ação quando:


  • o FGTS não foi depositado corretamente durante o contrato;

  • o aviso prévio foi calculado de forma equivocada;

  • houve horas extras habituais sem pagamento ou sem reflexos;

  • a empresa pagou “por fora” (o que costuma reduzir férias, 13º e FGTS);

  • há indícios de que a demissão “sem justa causa” na prática encobre outra irregularidade (como pressão para pedir demissão ou tentativa de impor justa causa).


E se a empresa disser que foi justa causa (mas foi injusta)?

Se você recebeu demissão por justa causa e entende que foi aplicada de forma indevida, pode ser possível reverter judicialmente e transformar em demissão sem justa causa, garantindo as verbas rescisórias completas. Nessa situação, busque rapidamente análise e provas para uma contestação de justa causa indevida.



Documentos que você deve separar agora

  • Carteira de Trabalho (física ou digital) e contrato/aditivos.

  • TRCT, comprovantes de pagamento e termo de quitação (se houver).

  • Holerites, extratos bancários e comprovantes de comissões/prêmios.

  • Extrato do FGTS (Caixa) e guias relacionadas.

  • Espelhos de ponto, escalas, mensagens, e-mails e testemunhas (para jornada).

Com esses documentos, fica mais rápido identificar diferenças e definir a estratégia: tentativa de acordo, cobrança extrajudicial ou ação trabalhista.



Como o escritório Gilberto Vilaça pode ajudar

Cada rescisão tem detalhes que mudam o cálculo final. O escritório Gilberto Vilaça realiza uma análise minuciosa do seu caso, revisa documentos, calcula verbas rescisórias e, se necessário, ingressa com ação para cobrar tudo o que é devido: saldo de salário, aviso prévio proporcional, férias + 1/3, 13º proporcional, FGTS com multa de 40%, além de orientar sobre seguro-desemprego e demais direitos relacionados.


Se você quer segurança antes de assinar ou precisa cobrar diferenças, o melhor próximo passo é uma avaliação objetiva do seu caso com quem atua diariamente com rescisões e direitos do trabalhador.


 
 
 

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